Bezerra Neto 的个人资料PINTURA POR COMPUTADOR照片日志列表 工具 帮助

Neto Bezerra

职业
兴趣
ARTES PLÁTICAS
Location:Maceio, Alagoas, Brazil
Autor dos livros: O Homem no Deserto (2001); ESFINGE – A saga do leão coroado(2001); ZUMBI – o deus negro dos Palmares (2002) e Relevos de Piranhas (NO PRELO). Jornalista, desde 1966.
此共享空间没有音乐列表。

PINTURA POR COMPUTADOR

O mouse como pincel.
第 1 张,共 1 张
10月28日

PINTURA POR COMPUTADOR

O mouse como pincel, tela especial de alta resolução, tudo isso vem sendo empregado com sucesso pelo artista Bezerra Neto.

”A arte do futuro. E pode acontecer o que

aconteceu com as máquinas de escrever

- o computador indo, aos poucos,

aposentando os pincéis”.
 
 
A descoberta de um novo estilo de arte , que mistura texturas no computador para virar tela de alta plasticidade, levou Bezerra Neto - que também manja bem da arte de fotografar - a tornar-se um "pintor plástico", que usa a tecnologia e ferramentas de programa gráfico para compor belíssimos quadros sobre a paisagem nordestina. Fotografou relevos do Alto Sertão alagoano, e produziu 26 telas interessantes sobre a bucolismo de cidades como Piranhas, de casario colonial e estilos extraordinários, encravada nas grimpas das montanhas, às margens do Rio São Francisco. Fotografou, igualmente, fachadas de igrejas, prédios antigos, canoas lançadas ao mar, pessoas e vultos históricos do Nordeste, transformando o material colhido em excelentes obras de arte. Das páginas de um jornal antigo, capturou fotos, muito antigas também, em preto e branco - chapadões gráficos - do bando de Lampião, aquele que assombrou e levou terror aos sertões nordestinos. Pintou "o rei do Cangaço", Maria Bonita e outros, que ganharam nuanças novas; pintou folguedos populares, como o Guerreiro de Alagoas, e outros temas que farão parte da mostra individual de arte que pretende realizar em novembro deste ano, reunindo profissionais da informática, artistas plásticos, jornalistas e amantes da arte.
 
Bezerra explica: "trata-se de uma nova arte por computador, personalizada, onde o artista coloca-se no ideal de fazer algo pessoal e original, criando uma forma de expressão artística capaz de despertar a atenção de outras pessoas para a "evidência" do que ele quer mostrar em sua obra. Pode-se tomar como base uma foto antiga - uma imagem - e renovar o seu contexto, a sua forma original, dando-lhe nova "roupagem", de cores vivas e traços interessantes. No meu caso, como sou fotógrafo, fotografo um lugar, uma figura exótica, uma igreja, prédios em ruínas, um mateus de guerreiro, uma janela, jangadas, um jardim, um recanto de parede e é só escanear o material, observando-lhe as minúcias, os detalhes, e imaginar o que quero em cima daquilo.
 

O mouse é meu pincel; com ele construo o tema e crio a arte. A impressão em plotadoras digitais, também conhecidas como Giclée e impressoras jato de tinta, em tela especial, de alta resolução, dá o tchan, enriquecendo-a e oferecendo um resultado excelente. Creio que esta será a arte do futuro e pode acontecer o que aconteceu com as máquinas de escrever - o computador indo, aos poucos, aposentando os pincéis. Um renomado artista plástico, inquirindo sobre o processo que usei para construir a paisagem que observava, disse: "este é o caminho"! Outro, coordenador de um importante cento formador, que mantém cursos de programação visual, arte e informática, convidou-me para dar aulas para seus alunos. Não é "bicho papão" nem "de sete cabeças" que não se possa domar.Qualquer pessoa que tenha um computador em casa - mesmo que este não seja de ponta, como é bem o meu caso - e aprenda a lidar com as ferramentas necessárias; que tenha um pouco de noção de arte, é claro, poderá exercitá-la. É só aprender como aplicar bem as texturas e cores de programas gráficos, detendo-se em cima de alguns pontos necessários e que fazem a diferença entre a arte digital, a fotografia e a própria pintura plástica. No mais, é só saber "aturar" os "chiliques" do computador,que começa a dar problemas quando se esgota no carregamento de trabalhos "pesados", de muitos bytes." Bezerra Neto espera poder contribuir com a sua experiência - que talvez seja inédita - para o progresso das artes, já que o processo empregado para a realização da arte digital é o mesmo que vem sendo aplicado com sucesso em trabalhos de programação gráfica, pelas agências de publicidade e gráficas. Constitui-se numa opção para designers; para os próprios artistas plásticos e para qualquer um que enverede nesse caminho, usando para isso o computador. Ele está disposto a repassar o conhecimento dessa forma de realização artística para todos quantos se interessem em aprendê-la. E confessa: "nunca fui pintor plástico e, antes de conhecer os recursos da arte digital, não pintava e não desenhava nada. Nunca peguei num pincel nem misturei tintas numa paleta, tentando pintar um quadro, embora guardasse dessa falta grande frustração; frustração da qual somente agora me dei conta de tê-la, depois que me vi misturando cores virtuais e criando um quadro atrás do outro." O autor acredita no que faz e acredita também que, mais cedo ou mais tarde, o seu trabalho, quando muito não renda o resultado por ele esperado, mas certamente causará espécie a sua audácia de modificar, de renovar e revelar uma nova forma de expressão visual.

 
 

Durante os primeiros anos da década de 70, Bezerra "inventou" na fotografia: produziu uma série de quadros de grandes dimensões e os expôs em sua própria galeria, que abriu no Pátio de São Pedro, centro de tradições da cidade do Recife. Ia buscar, nos mais simples motivos folclóricos e de expressão da cultura nordestina inspiração para compor belíssimas telas fotográficas, vendendo-as para decoração de ambientes e a colecionadores. Nessa época, além de realizar a EXPÔ/72, uma individual de fotografias, assinou vários trabalhos para exposições de arte, jornais e revistas. Vários deles foram premiados; muitas de suas obras foram adquiridas e mandadas para fora do País, levadas principalmente por turistas. Foi nesse tempo que Bezerra tornou-se amigo do famoso cineasta Alberto Cavalcanti (fundador da Cia. Cinematográfica Vera Cruz e diretor de vários filmes na Europa), ganhado deste a seguinte declaração: "Dizia-se outrora de um retrato: - só falta falar!"... As fotografias de Bezerra Neto têm tais prolongamentos que hoje se pode dizer delas: só falta mover-se"... Juntas, elas formam um poético filme do Nordeste. Eu as prefiro mil vezes a toda essa pintura falsamente ingênua, a toda essa pintura puerilmente abstrata."

Bezerra Neto, jornalista, escritor, art-designer. Alagoano, de Palmeira dos Índios, 66 anos. Três livros publicados: O Homem no Deserto, Esfinge – a saga do leão coroado (em 2001) e ZUMBI – o deus negro dos Palmares (2002). Em novembro, durante a exposição de seus quadros (60 telas), lançará o quarto: Relevos de Piranhas, com farto documentário sobre o rio São Francisco, passagem do imperador D. Pedro II por Alagoas, a vida do Cangaço e industrialização do Nordeste, por Delmiro Gouveia.
 
 
 
 
VISITEM  TAMBÉM O SITE:       
 
 
 
WEB SITES DE AMIGOS: